Roland Weyl deixou-nos no dia 20 de Abril.

Para além de todas as memórias que guardamos – como as da sua última passagem por Lisboa em finais de Novembro de 2018, cujas imagens abaixo ilustram –, o grande Maître Roland Weyl deixou-nos uma última mensagem.

Como a APJD expressou na mensagem que lhe foi entregue aquando do seu 100.º aniversário, «Maître Weyl distinguiu-se sempre como cidadão politicamente interventivo; fundador e dirigente da Associação Internacional de Juristas Democratas; defensor, na barra dos tribunais e em outros fóruns, de tantas pessoas e instituições sedentas de justiça; autor de uma vasta e multifacetada bibliografia, de temas jurídicos e sociais; investigador e cultor do direito, do “bon droit” (consoante diz num dos seus últimos livros, “il y a du bon droit et du mauvais droit”; e “obtenir la proclamation d’ un bon droit est donc un combat, et aussi qu’ il ne reste pas sur le papier mais soit apliqué”); enfim, um cidadão de rija têmpera, jurista visceralmente comprometido com os ideais emancipatórios, escritor consagrado – «un grand maître à penser (et à agir)».

Na mensagem de condolências agora enviada pela APJD à família de Roland Weyl, recordamos que um tal cidadão, tão determinado pela razão crítica e pela acção militante, nunca morre – ele permanece conosco, como um agente vivo da história. Com as suas grandes obras, “libertou-se da lei da morte” (como dizia o nosso épico Luís de Camões).

Também a Assembleia da República aprovou neste dia 29 de Abril um voto de pesar pelo falecimento de Roland Weyl. O referido voto, proposto pelo Grupo Parlamentar do PCP, foi aprovado por unanimidade e pode ser visto aqui, a partir das 3h19m30ss.